Morreu o poeta Armando Silva Carvalho

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Morreu o poeta Armando Silva Carvalho

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lamentou hoje, em comunicado, a morte do escritor Armando Silva Carvalho, "uma das vozes mais singulares" da literatura portuguesa.

Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o seu pesar pelo falecimento de Armando Silva Carvalho, que morreu hoje de manhã, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, vítima de doença prolongada. O corpo será velado a partir das 15h30 em Olho Marinho, no concelho de Óbidos, onde o escritor nasceu, e o funeral está marcado para sexta-feira às 17h30, também em Olho Marinho.

Armando Silva Carvalho é um dos poetas mais ilustres da literatura portuguesa.

Com A Sombra do Mar ganhou, em Fevereiro, o prémio literário Casino da Póvoa, do Correntes de Escrita, o Prémio PEN de Poesia e o Grande Prémio de Poesia António Feijó, da Associação Portuguesa de Escritores, em 2016.

O júri referiu que a escolha daquele livro "resultou da demorada análise e discussão deste e de outros livros finalistas", tendo sido esta opção deliberada "por maioria".

Em relação ao Grande Prémio de Poesia António Feijó, a Associação Portuguesa de Escritores afirmou que o júri em ata referiu que o livro de Armando Silva Carvalho se destaca "pelo rigoroso domínio da arquitectura poética, considerada quer ao nível da composição de cada poema, quer na organicidade da sequência de poemas" que o constitui. Contudo, a advocacia não lhe ocupou muito tempo.

O poeta Silva Carvalho estreou-se na poesia em 1965, com Lírica Consumível, com que arrecadou o Prémio Revelação da APE. Trata-se, possivelmente, do seu melhor livro desde Lisboas (2000) - pelo meio houve títulos como O Amante Japonês (2008), Anthero Areia e Água (2010) ou De Amore (2012).

Como tradutor, destaca-se a tradução de autores como Samuel Beckett, Marguerite Duras, Andrei Andreevich Voznesensky, Jean Genet, E. E. Cummings ou Stéphane Mallarmé.